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Incrementando o produto: resenhas

quinta-feira, agosto 27, 2009

Inicio uma tentativa de tornar o blog um lugar realmente interessante. Fica difícil competir por um pouco de atenção com tweets, facebooks e sites da mídia corporativa. Se vendeu tão bem aquela visão paradisíaca do blog como veículo de livre expressão individual que até mesmo eu acreditei: agora sei que não se trata de nada mais que um folheto, cuja leitura se limita, em 95% ou mais dos casos, a um pequeno círculo de pessoas conhecidas, amigos que lêem os amigos — ou uma pequena parte dos amigos que lêem uma parte ainda menor. Não aquela janela para o mundo conhecer suas opiniões, como se dizia.Pois minha idéia “inovadora” promete divertir ao menos a mim mesmo — prova de que essa idéia nada mais é que falta do que fazer. Passo a escrever pequenas resenhas de álbuns e livros. Mais de álbuns que de livros, não porque os leia menos, mas a literatura, seja do tipo que for, é mais difícil de sintetizar, interpretar, teorizar. O disco, por sua vez, é composto de faixas que se pode avaliar, somar tudo e dar uma nota — isso até o fim iminente do álbum, previsto para daqui a pouco.

simbolos_cotacao_quadroSerão pequenos textos e a seleção fica por conta da minha preferência de momento. Tudo absolutamente aleatório, ou quase absolutamente. Não haverá periodicidade fixa, mas tudo me leva a crer que será fluente. Álbuns musicais e livros terão avaliações diferentes, como é de se esperar de alguém que deseja fazer algo minimamente sério. Os discos receberão notas numéricas, enquadradas pelo valor dentro de sete diferentes conceitos (quadro ao lado). Pela natureza complexa da “leitura” que se faz da música, pode ser que se repita, vez por outra, uma resenha de determinado álbum, caso eu julgue necessário reavaliar. Obviamente obedecerá à minha preferência musical (ainda não recebo salário pra escrever sobre música), mas há o consolo de que minha preferência é gigantesca — apesar de não contar com muita música brasileira, vai da erudita ao punk. Os livros terão uma classificação mais simples, pelos motivos que elenquei acima: de zero a cinco estrelas.

Evidentemente, feitas assim, essas resenhas me lembram o perigo (e a tensão que eu mesmo me imponho) de se estar seguindo a lógica produtiva, algo como uma esteira mercadológica em que a música e a literatura, os “produtos”, são expostos friamente com etiquetinhas de avaliação. Afinal, pequenos bloquinhos de textos analisando e rabiscando sinais de mais ou de menos no trabalho — artístico — dos outros sempre me pareceu quase uma violência (acho que é o caso de dizer que o meio prejudica a mensagem). Tento me convencer de que não é assim simplesmente porque me proponho a fazer algo, de forma absolutamente livre, para os outros: tenho uma certa esperança vazia de que as resenhas recebam bastante comentários, contra-argumentação, críticas. Mas que, sobretudo, sirva de guia e de estímulo a descobertas ou rememorações.

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