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Diferente

quinta-feira, junho 19, 2008
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Dentro de campo, a Euro dá mostras de uma “nova” leitura do futebol, assim me parece. Não temos inovações táticas ou diferenciações muito salientes na forma de montar as equipes, mas a interpretação do jogo me sugere uma renovação. Vejamos: muitas, quase todas as seleções exibem um cauteloso 4-5-1 (e suas pequenas variantes) bastante semelhante ao esquema adotado pelo Grêmio de 2006 pela competente batuta de Mano Menezes. O caráter defensivo da disposição se esvai no ar na medida em que desse meio-campo super-povoado emergem, normalmente, dois — às vezes três — meia-atacantes que chegam com freqüência ao ataque. Posso estar enganado, mas há um bom tempo não víamos ataques, salvo exceções, com participação tão “socializada” como agora. A Holanda desponta como a expressão máxima disso, mas até mesmo equipes menos gabaritadas, como a Rússia, compartilham do método. As variações são muitas, mas, no âmbito geral, temos equipes mais preocupadas em saber como atacar com eficiência do que priorizando a destruição (uma prática que angariou largo terreno, ao menos nas últimas duas décadas). Reafirmo: nada novo, nem espetacular. Salta, porém, aos olhos nessa Euro o objetivo mais nobre de fazer gols. Ou seja, uma visão diferente do normal.

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