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Férias, A Prainha e o risoto de camarão

terça-feira, março 18, 2008

Foi um tempo de descanso exíguo e já faz mais de uma semana que retornei, mas as notas são pertinentes, pois foram quatro dias vividos maravilhosamente. Nem tanto pelo sol, que não sou afeito a ele, definitivamente. Mas sim, pela minha companhia eterna, o mar agradável, limpo e calmo, o lugar, nossa praia de Torres benquista pela natureza e a gastronomia, sobretudo o risoto do domingo ao meio-dia. De tudo que se pode fazer em parcos quatro dias de férias, após quatro anos sem o retiro de verão, este início de março foi sensacional, e aquele risoto premiou o curto tempo vivido sem preocupações além do que fazer depois da praia, das caminhadas e das descobertas históricas do lugar. No domingo, metade da manhã, íamos para nova caminhada à beira-mar e uma corajosíssima escalada nos rochedos litorâneos. No caminho, a placa indica muquecas de camarão a preço relativamente salgado, mas que, no contexto, era facilmente compreensível. Ainda assim, a Veri e eu pensamos se tratar de um restaurantezinho simpático, não mais que isso. Atraídos pela oferta, combinamos o almoço, custe o que custar. Após nossa destemida expedição, chegamos ao A Prainha, na rua Joaquim Porto, vizinha a nosso hotel (por sinal, também fantástico), e fomos surpreendidos pelo ambiente acolhedor e o atendimento impecável, cortês e num nível que permitia ao garçom falar num espanhol mediano, mas seguro, com os castelhanos das mesas circundantes. O pedido, no entanto, foi o tal risoto de camarão, servido em panela de ferro da vovó de pequeno porte, mas em quantidade muito suficiente. Minha agora esposa percebeu traços de açafrão a temperar e colorir o arroz, no ponto. Os camarões em si de bom tamanho, nem muito pequenos, tampouco daqueles grandes, de sabor insosso de brisa do mar. Tinham sim a carne tenra, casando com o tom do arroz. A devida incrementação exercida pelos temperos verdes e queijo ralado e nossa refeição foi complementada por uma improvável cerveja pilsen — que penso ser a responsável pela padronização das cervejas ao redor do mundo, mas que, neste caso, exerceu uma influência discreta e similar em relação à comida. Um manjar dos deuses, em contexto inesquecível. A depedida de nosso litoral foi feita, no devido discreto mas ainda assim altíssimo nível.

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