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É o que é

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Fecho o ano pensando muito menos em 2007, como é recomendável num momento de reflexão, e miro 2008 com tal ansiedade e paixão que poderia dizer que fico satisfeito que este ano termine. Fundamentalmente, foi um período de espera nervosa, muitas vezes conturbada. Já há vários meses, nossa partida (minha e da Veri) consome todos os pensamentos e esforços — como não poderia deixar de ser, acho. Diferente de outras experiências de vida e semelhante a tantas outras em motivação, nosso rumo é o de fazer uma vida melhor. Claro que existe a excitação, a animação de conhecer coisas novas, mas a necessidade de fazer acontecer dá contornos rígidos à trama. No fim, tenho bem acesa na alma a confiança de que tudo irá correr bem, e poderei visitar meu país de cabeça erguida e, quem sabe, um dia voltar. Tudo em minha vida agora torna-se emotivo, de forma piegas ou não. A novidade, o deslumbramento e o conhecimento significam ao mesmo tempo distância e a saudade, palavras malditas. Mesmo assim, é questão de equilíbrio emocional e quase de necessidade o ponderar as coisas, relativizar e, finalmente, perceber que a vida é simplesmente assim. Divido todo meu espírito entre um sentimento de perda que sequer se concretizou ainda (muito menor) e a ânsia de chegar à mais bela das terras e tocar a vida para a frente, enquanto todos tocarão as suas, apesar da separação. Não estou triste, o que é estranho. Troco o calendário para o mais decisivo dos anos até agora e sinto-me tranqüilo, quase pronto para uma vida inteira. Daqui até setembro, quando o avião deslizará na pista do Salgado Filho rumo à Europa, serão pouco mais de oito meses, bem vividos, espero. Será a última vez de muitas coisas, mas o prefácio apenas de outras tantas. Essa reflexão consegui-a há pouco, e alegra-me sobremaneira poder pensar que aprendo a viver. “Vida é assim. É o que é.” Não foi fácil engolir esta sentença, mas um ligeiro domínio do seu sentido pode transformar uma pessoa e apaziguar o espírito.

Desejo a todos um grande 2008. Pequeno intervalo de dias para um reveillon serrano em Caxias do Sul e voltamos ao massacrante verão porto-alegrense. O último, por sinal.

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