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Oligarca

sábado, julho 21, 2007

Tomo conhecimento da imensurável dor que se abate sobre os baianos e outros mais por conta da morte do senador Antonio Carlos Magalhães. Momento de tristeza na política nacional, vejam só. Não menor, porém, que a sucessão de momentos tristes que ACM proporcionou à frente de uma das mais retrógradas representações partidárias, aquilo que passou a se chamar Democratas e que antes respondia por Frente Liberal — causando doses cavalares de irritação, penso eu, a meu amigo Eduardo Delamare, o leitor mais participativo deste humilde espaço. Isso sem contar o largo período “pré-democrático”, que vossa excelência representou com ardor e continuou a simbolizá-lo até agora. Se minhas palavras são cometidas é por que Mino Carta, fonte segura, apresentou-o em palavras igualmente moderadas, a lhe distinguir a cordialidade, apesar da má índole. Raymundo Faoro, em sua obra clássica Os Donos do Poder, traça a história antiquíssima dos oligarcas brasileiros e sua ética própria, a do “melhor para mim”. Uma Lei de Gérson menos espalhafatosa e mais nociva, digamos. ACM representa-os à perfeição e encontraria lugar privilegiado nas páginas de Faoro em capítulos descritivos do século XVII ao XXI, tanto faz.

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