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Somente amanhã

quarta-feira, junho 13, 2007

Nunca, em seus mais de 40 anos, a Taça Libertadores da América representou tanto em sua essência histórica quanto nesta semana. Digam o que disserem, Grêmio e Boca decidindo o maior título do continente é quase parte de um roteiro romanceado em que tudo converge para o ideal e para o sublime. Brasil e Argentina representam em si a arte sul-americana de jogar futebol e confrontam aqueles clubes que projetam, um na identidade do outro, o que sua nação tem de mais representativo. Daí tem-se um confronto de iguais, de irmãos em inspiração. O Grêmio, que parece deslocado da imagem artística brasileira, assim o faz por trazer bem ciente a noção daqueles que representa, sua história tensa e limítrofe, na qual observa-se por sobre o ombro o Rio de Janeiro, mas sobretudo mira-se, de frente, Montevidéu e Buenos Aires. E é para lá que voltaremos os olhos e o coração. Mas somente amanhã: conto as horas, como o guri que era há doze anos — como o guri que sempre espero ser quando o meu Grêmio, meu grande e querido Grêmio, estiver a um passo da glória, novamente.

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