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Sobre as camisas

sábado, fevereiro 17, 2007

A não ser pelas empresas fornecedoras de material esportivo, as camisetas dos clubes são veladamente subestimadas em seu poder simbólico. Sempre pensei que a maglia, como diriam os italianos, ou camisolas, segundo os portugueses, tem papel fundamental na representação do futebol. E no próprio jogo, claro. A camisa é o ícone daquilo que não pode ser expressado: a entidade, a cultura de um clube, diversa da de outro, a aproximação entre jogadores e torcida (por metonímia, diríamos que “vestem a mesma camisa”). Tudo no futebol gira em torno da única representação possível a ligar todas as esferas e dimensões do jogo, e essa ferramenta, única, é a camisa. O assunto rende inúmeros raciocínios, metáforas, interpretações. Guardarei-os para abril, quando o Grêmio apresenta a nova camiseta Tricolor, a singular peça que trascende o grafismo e materializa o clube. Por ora, digo apenas que as novas camisas — a reserva branca (de bom presságio, é bem verdade) e a terceira, bicolor que remete à origem do Grêmio — pouquíssimo me comoveram. E isso configura-se uma falha: além do intento óbvio da identificação visual intra-campo, é para emocionar aqueles que entendem seu significado que tais camisas existem. E, por sinal, custam tão caro.

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One Comment leave one →
  1. Fernando permalink
    quinta-feira, março 8, 2007 0:12

    R$ 155,00. E não me agradou. Das duas, uma: ou eu sou muito pobre, ou se perdeu a noção de preço.

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