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Rumo à Idade Média

quinta-feira, fevereiro 8, 2007


Há em mim algum conflito, uma disputa que bem poderia ser sintetizada entre o passado e o presente. Encanta-me o novo, aquilo que surge dia após dia, numa seqüência arrebatadora de eventos, esses, por si, que se podem encadear e montar significados e significâncias. Daí decorre o amor pela minha profissão, o Jornalismo, que anda mal das pernas como jamais esteve, mas que segue resoluto e nobre em sua missão. Não sou eu quem o defende, mas sim (poucos) grandes jornalistas que, não há dúvida nem vergonha, respeito e nos quais procuro me espelhar. O presente — e entenda-se com isso também o “presente recente”, ou seja, acontecimentos e fatos de um tempo passado, mas ainda bem distinguido na memória — sempre exerceu sobre mim o fascínio racional, curioso e, sobretudo, calcado na importância de saber o que está se passando à volta para, se possível e justo, intervir da melhor maneira no que nos concerne.

Descubro agora meu fascínio aparentemente subconsciente, de explicação muito mais complexa e subjetiva, diria mesmo misteriosa: a Idade Média. O gosto pela História em geral sempre esteve em meu pensamento e olhar sobre todas as coisas. A novidade está no fato de que há agora uma clareza de sentimento em relação àquilo que entregamos nossa vida. O ofício de cada um, para usar um termo medieval, repousa naquilo que faz do indivíduo uma criatura feliz — John Reed dizia ser feliz apenas ao trabalhar intensamente em algo que gostava. Aí está o conflito, se é que se configura um conflito: testemunha e escritor de dois “tempos”, duas épocas, perceber o presente e conhecer o passado, um passado específico, mas ainda assim um tanto distante.

Pensando melhor, talvez não seja justo empregar a palavra “conflito”. O ofício é o mesmo, muda o objeto e o meio para a mensagem. Que assim seja e que eu não me esqueça nem por um segundo sequer que sou jornalista, ao qual agregarei a arte da História Medieval; duas habilidades, assim escolhi, indissociáveis. Vou à Europa, em breve, atrás de um fascínio por ora subconsciente, que espero transformar em realidade e proveito para mim e para todos. 

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One Comment leave one →
  1. Veri permalink
    sexta-feira, fevereiro 9, 2007 1:22

    Parece ser um mal (ou bem) do espírito dos jornalistas: interesse por tantas coisas juntas e que às vezes parecem conflituosas.

    Mas nem todo profissional que exerce a função é jornalista, e muitos que não exercem a profissão o são.

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