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Promissor, no mínimo

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Com dois jogos, um deles na proximidade física e sentimental do Olímpico — em vias de aposentadoria — é possível tecer as primeiras considerações embasadas sobre o Grêmio de 2007. Pode haver enganos, mas a impressão inicial é a de um time bastante reforçado em sua média, mas ainda lento e, espera-se, progressivo em seu desenvolvimento, já satisfatório. Na defesa é visível a adaptação à baliza do goleiro argentino Saja, que de credenciais dispõe, tranqüilamente. A Schiavi e William não existem ressalvas, pelo contrário, e a deficiência, se não é exagero denominar assim, seguem sendo as laterais. Patrício empenha-se e parece sem necessidade retirá-lo de sua faixa de campo já que não há opção melhor, e Bruno Teles — de formidável entrega, vontade e alguma promissora técnica — tem a ameaça sem apelos de Jorge Wagner, que ainda não veio e duvido que venha. O ataque está bem escalado com Tuta, centroavante de ofício, que casou muito bem com a proposta e o ambiente gremista. O meio concentra as maiores variações possíveis, o que configura um bom problema. Diego Souza e Tcheco são inquestionáveis, assim como Lucas. As dúvidas começam pela localização exata deste último, na primeira volância ou na segunda função. Daí decorre o dilema de manter Edmílson no time ou sacá-lo. Parece que Mano aprecia o futebol do volante e tudo leva a crer que Edmílson será, de fato, o substituto de Jeovânio. O conflito nas idéias de possível formação do meio para a frente resume-se entre a antiga forma de jogar (com apenas um atacante) ou compor o ataque com o jovem Carlos Eduardo, elogiadíssimo. Em termos mais técnicos: o efetivo e valente 4-5-1 de 2006, ou o 4-4-2 mais equilibrado? Porque, prevalecendo a primeira opção, e imaginando que Leo Lima é seguramente titular pela qualidade que tem, o meio-campo seria robusto tanto em marcação quanto em criação: Edmílson, Lucas, Diego, Tcheco e Leo Lima — o que mais parece um degradê de tonalidades defensiva/ofensiva. Ou, usufruindo da maleabilidade tática que bons jogadores proporcionam, uma meia-cancha de Edmílson, Lucas, Diego e Tcheco — com o jovem Carlos Eduardo acompanhando Tuta nos movimentos ofensivos. São questões bastante interessantes de uma equipe promissora, luxo que nos é permitido com a disponibilidade de atletas qualificados, enfim. 

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