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	<title>Cantofabule</title>
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		<title>Cantofabule</title>
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		<title>O fim</title>
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		<pubDate>Fri, 14 May 2010 17:36:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Bruni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cantofabule acaba aqui. Na verdade, agonizava já há algum tempo e não sei dizer ao certo o que motiva essa falta de sustância num espaço que deveria refletir uma mente em funcionamento. Talvez seja a mente o problema. O fato é que após três anos — dos quais ao menos a metade foi repleta de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=1029&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste"><em></p>
<div id="_mcePaste">Cantofabule <span style="font-style:normal;">acaba aqui. Na verdade, agonizava já há algum tempo e não sei dizer ao certo o que motiva essa falta de sustância num espaço que deveria refletir uma mente em funcionamento. Talvez seja a mente o problema. O fato é que após três anos — dos quais ao menos a metade foi repleta de atividade —, encerro esse blog. </span>Cantofabule <span style="font-style:normal;">foi a realização mais palpável que tive na internet até agora (e isso é relevante para alguém que pensa que tem o que dizer ao mundo). Antes dele existiram quatro ou cinco espaços de pequenas anotações, tudo muito desorganizado e esporádico. Não insistir com </span>Cantofabule <span style="font-style:normal;">é a minha forma de tentar sair de uma inércia que me consome há uns dois anos, ou mais.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="font-style:normal;"><br />
</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="font-style:normal;"><a href="http://www.insanus.org/firpo/" target="_blank">Marcelo Firpo</a>, que eu lia com gosto como se fôssemos amigos distantes mas que sequer conheço pessoalmente, encerrou (ou postergou um encerramento) do seu blog com uma imagem que achei apropriada e inspirada: o blog antigo, aquele que existiu tempo suficiente para se criar uma afeição, é como um apartamento vazio. </span>Cantofabule <span style="font-style:normal;">foi esse meu apartamento, que visitarei de vez em quando e verei vuoto, sem nada. Apenas vozes que se falavam por aqui e que deram vida a um espaço de tempo.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="font-style:normal;"><br />
</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="font-style:normal;">Não sei se conseguirei manter um novo espaço ativo na medida do que </span>gostaria <span style="font-style:normal;">de fazer. No fim, não sou um ser comunicativo — e não faço a mínima idéia do por que escrevo tudo isso. Acho que é porque sempre detestei com o mais profundo da alma qualquer despedida. Abanar para um blog que parte é como despedir-se de si mesmo.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="font-style:normal;"><br />
</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="font-style:normal;">De qualquer forma, volto ao Blogger, já que nunca tive um motivo real para deixá-lo. Lá as coisas parecem menos frias, mais artesanais e diretas (percebo que me rendi a um falatório sem sentido quando troquei o blogspot pelo wordpress&#8230; enfim). O novo blog chama-se </span>O Apóstata<span style="font-style:normal;">, uma homenagem e ainda um reflexo dessa maldição que é aprender algumas coisas que acabam por exigir que se “corrija a rota”. O que espero fazer, aliás, em relação ao próprio espaço: usá-lo sem uma exigência opressora (que acaba sufocando a própria vontade de dizer algo), deixar estilo e pautas rolarem. Levar menos a sério para daí a coisa acontecer a sério. Veremos. Um obrigado a todos os que me leram aqui e fica o convite para conhecer </span><a href="http://oapostata.blogspot.com/" target="_blank">O Apóstata</a><span style="font-style:normal;">.</span></div>
<p></em></p>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cantofabule.wordpress.com/1029/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cantofabule.wordpress.com/1029/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cantofabule.wordpress.com/1029/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cantofabule.wordpress.com/1029/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cantofabule.wordpress.com/1029/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cantofabule.wordpress.com/1029/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cantofabule.wordpress.com/1029/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cantofabule.wordpress.com/1029/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cantofabule.wordpress.com/1029/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cantofabule.wordpress.com/1029/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cantofabule.wordpress.com/1029/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cantofabule.wordpress.com/1029/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cantofabule.wordpress.com/1029/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cantofabule.wordpress.com/1029/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=1029&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Deus não existe</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 16:52:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Bruni</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Divagações]]></category>
		<category><![CDATA[deus]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>

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		<description><![CDATA[Ou, se existe, não tem nada o que ver conosco. Pensar e discutir religião sempre é um problema por dois motivos básicos: a probabilidade de gerar conflitos e ressentimentos é imensa e, fundamentalmente, não adianta nada — uma bela nulidade qualquer papo objetivo sobre religião. (Talvez se pudesse definir o valor de uma determinada coisa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=1025&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#333333;">Ou, se existe, não tem nada o que ver conosco. Pensar e discutir religião sempre é um problema por dois motivos básicos: a probabilidade de gerar conflitos e ressentimentos é imensa e, fundamentalmente, não adianta nada — uma bela nulidade qualquer papo objetivo sobre religião. <span id="more-1025"></span>(Talvez se pudesse definir o valor de uma determinada coisa pela sua capacidade de gerar conversa produtiva. O futebol, por exemplo, seria assunto de Estado no Brasil e teria um belo ministério indicado com letras douradas na esplanada brasiliense. O contrário com a religião, apesar de muita conversa, e sangue, rolar por sua conta.)</span></p>
<p><span style="color:#333333;">Tenho tentado pensar seriamente a religião. Já cheguei a uma conclusão, e apenas por ela ter surgido num contexto tão dedicado é que me debruço sobre esse assunto. Nasci e me criei numa família fanaticamente católica e posso analisar a coisa de dentro. Certamente não posso falar pelas religiões, no plural, mas acho (muitos estudiosos já mostraram essa idéia) que o “<em>background</em>” de qualquer crente — seja ele cristão, muçulmano, budista, venerador de pirâmides e pedras coloridas ou o que quer que seja — é rigorosamente o mesmo. Na verdade, minha noção cada vez mais severa sobre religião se alterou sensivelmente quanto confrontada com a idéia do ateísmo. Foi só então que percebi que nenhum dos dois faz sentido. Porque, mesmo sendo o ateísmo o oposto da crença religiosa em divindades, acaba sendo também uma crença — a de que nenhum deus existe — e, aí está meu possível <em>insight</em>, também está (pode estar) equivocado na medida em que ninguém jamais conseguiu nem conseguirá provar a existência ou não de entidades sobrenaturais pelas quais se flagelar, dedicar festas, implorar perdão, fazer peregrinação, dançar em frente a um muro ou atar tiras de cilício na perna.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">Não gostaria de passar por superficial ou ingênuo, mas esse é um assunto difícil. Além do mais, apenas uma dezena de pessoas (se tanto) lerá estas linhas — por isso não me estendo, nem teço comentários complexos. Minha intenção é apenas a de complicar tudo dizendo que nada em matéria de religião faz sentido (crer, e inclusive não crer, que Deus existe). Penso a religião como um assunto que toma desnecessariamente nosso tempo e nossas forças, nada mais. Amém.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cantofabule.wordpress.com/1025/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cantofabule.wordpress.com/1025/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cantofabule.wordpress.com/1025/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cantofabule.wordpress.com/1025/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cantofabule.wordpress.com/1025/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cantofabule.wordpress.com/1025/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cantofabule.wordpress.com/1025/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cantofabule.wordpress.com/1025/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cantofabule.wordpress.com/1025/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cantofabule.wordpress.com/1025/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cantofabule.wordpress.com/1025/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cantofabule.wordpress.com/1025/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cantofabule.wordpress.com/1025/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cantofabule.wordpress.com/1025/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=1025&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O ogro</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Mar 2010 18:11:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Bruni</dc:creator>
				<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[champions league]]></category>
		<category><![CDATA[inglaterra]]></category>
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		<description><![CDATA[Wayne Rooney deve ter sido um desses guris metidos que prometem — e cumprem — bater em todo mundo, às vezes apenas por um olhar atravessado ou uma negativa audaciosa. A Inglaterra (mas não apenas) está cheia do tipo, que pululam nos subúrbios empobrecidos das cidades industriais, gente bronca, normalmente filhos de bêbados violentos que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=1018&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#333333;">Wayne Rooney deve ter sido um desses guris metidos que prometem — e cumprem — bater em todo mundo, às vezes apenas por um olhar atravessado ou uma negativa audaciosa. A Inglaterra (mas não apenas) está cheia do tipo, que pululam nos subúrbios empobrecidos das cidades industriais, gente bronca, normalmente filhos de bêbados violentos que serão bêbados, e provavelmente violentos, também. Mas Rooney hoje não é mais aquele projeto de <em>hooligan </em>que chegou ao Everton de Liverpool, oito anos atrás. Dia desses li uma longa entrevista sua (para o <em>Guardian</em>, se não me engano) e me impressionei com o que tinha para dizer: eram palavras de alguém que pondera muito antes de falar e, sobretudo, aprendeu bastante coisa.</span></p>
<p><span style="color:#333333;"><span id="more-1018"></span>Como normalmente acontece em boas entrevistas, o esportista que se vê questionado sobre tudo o que vai além do seu papel diário como jogador nos fornece informações interessantes sobre a pessoa que é (quase sempre não precisaríamos saber nada a respeito, mas às vezes nos sentimos curiosos). Posso me dizer impressionado com Rooney. Não me surpreende mais que seja, para mim, o melhor jogador do mundo na atualidade.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">Nas fotos que preenchem os muitos <em>sites </em>com fichas de jogadores de futebol, o corpulento inglês de Croxteth (subúrbio da cidade dos Beatles) ainda tem aquele olhar ameaçador de guri criado na rua. É uma harmônica mistura de desconfiança, rebeldia e frieza. Já no seu <em>site </em>oficial, uma frase chama a atenção enquanto o ogro nos fita com olhar um pouco menos intimidador. <em>Sir </em>Alex Ferguson disse que “nós [o Manchester United] temos o melhor jovem jogador que esse país viu nos últimos trinta anos”. Ali mesmo há uma matéria de jornal reproduzida em que o autor (repórter do <em>Daily Telegraph</em>) se diz surpreso pelo fato de Rooney ser muito mais inteligente e consciente do que sugere a sua “caricatura”.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">O camisa 10 do Manchester United tem apenas 24 anos — e não é que eu queira transmitir a idéia de que é um gênio das palavras ou do sentimento humano. Mas não consigo deixar de pensar que Rooney poderia ser um ninguém. O grande mérito dele está no fato de ter consciência disso, do que estava em jogo. Do contrário, perderia ele próprio. E nós também.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">Rooney, com seu 1,78 metro, fez cinco gols de cabeça nas últimas semanas em confrontos importantes — aqui em Milão, pela Champions, marcou duas vezes contra o Milan; contra o West Ham, também dois gols; e decidiu a Carling Cup para os <em>Red Devils</em> também de cabeça, na semana passada. Dribla bem, usando a imposição física e uma certa habilidade bastante objetiva. Tem o chute forte, bom preparo e velocidade. O principal acréscimo ao seu repertório é o fato de não ser mais expulso por qualquer bobagem. Permancendo em campo, tende a se familiarizar tanto com o contexto do jogo que é capaz de marcar ao natural, por exemplo, num ambiente de pressão como o que o Milan preparou há alguns dias.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">Rooney é a essência do tipo de jogador que mais aprecio. Não que pedaladas (em doses homeopáticas) não sejam divertidas, mas o que mais me comove no futebol é a beleza na objetividade. O ogro de Liverpool tem gana suficiente para jogar como se joga na infância e na adolescência — horas e horas seguidas —, e faz isso com objetividade, que mais ou menos, acho eu, sintetiza uma certa paixão pelo jogo em si.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cantofabule.wordpress.com/1018/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cantofabule.wordpress.com/1018/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cantofabule.wordpress.com/1018/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cantofabule.wordpress.com/1018/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cantofabule.wordpress.com/1018/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cantofabule.wordpress.com/1018/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cantofabule.wordpress.com/1018/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cantofabule.wordpress.com/1018/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cantofabule.wordpress.com/1018/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cantofabule.wordpress.com/1018/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cantofabule.wordpress.com/1018/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cantofabule.wordpress.com/1018/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cantofabule.wordpress.com/1018/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cantofabule.wordpress.com/1018/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=1018&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Vestir a camiseta</title>
		<link>http://cantofabule.wordpress.com/2010/02/27/vestir-a-camiseta/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Feb 2010 11:49:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Bruni</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagações]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Ressuscito Cantofabule, entre outros motivos, por causa deste texto. Reproduzido e bem comentado pelo Ponto de Vista, serviu para sacudir na minha memória um episódio que talvez tenha contribuído decisivamente para formar o ser humano que sou hoje. É minimanente representativo do assunto pelas condições em que ocorreu, uma experiência muito precoce que me ensinou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=965&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#333333;">Ressuscito Cantofabule, entre outros motivos, por causa <a href="http://eteia.blogspot.com/2010/02/eu-tinha-pouco-mais-de-20-anos-quando.html" target="_blank">deste texto</a>. Reproduzido e bem comentado pelo <a href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/?p=1029" target="_blank">Ponto de Vista</a>, serviu para sacudir na minha memória um episódio que talvez tenha contribuído decisivamente para formar o <em>ser humano</em> que sou hoje. É minimanente representativo do assunto pelas condições em que ocorreu, uma experiência muito precoce que me ensinou o que eu precisava saber sobre empresas — e mercado de trabalho em geral — deste mundo selvagem e para muito poucos que é o capitalismo.<span id="more-965"></span><br />
</span></p>
<p><span style="color:#333333;">Aconteceu no já longínquo 2004, um ano terrível. Eu vinha de um 2003 importante — havia saído de casa e iniciado uma vida de casal da qual muito me orgulho —, mas que, de alguma forma, foi negativamente impresso na minha alma. Tenho quase a certeza de que isso se deve ao meu trabalho como estagiário por todo o ano de 2003 em uma assessoria de imprensa e o que isso denota, mas, sobretudo, pelo stress de passar cinco dias da semana durante 11 meses com as pessoas com as quais tinha de conviver. Não guardo mágoas, não se trata disso. É apenas um registro do quão difícil era lidar com certas situações. Isso no ano do centenário do Grêmio.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">O ano seguinte, 2004, começara então com minha saída quase triunfal desse emprego (apesar dos comovidos pedidos para que permanecesse). Vaguei durante meio mês atrás de um novo trabalho (era o verão porto-alegrense) e fui chamado à redação de uma importante revista de economia e negócios. Não guardo mágoas ali também e só trato deste assunto porque vejo muita gente de seus 20 e poucos anos perigosamente iludida (pelos outros, pelo contexto ou por si mesmas). Era meados de fevereiro de 2004.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">O trabalho em si não vem ao caso — funções normais de um jornalista, com a possibilidade de assinar entre parênteses as matérias (tratamento comum aos estagiários ainda não formados). Trabalhava bastante, a exigência era grande, o salário&#8230; bem, o salário é melhor deixarmos para lá. Porque é aqui que começa a potencial lição que se pode tirar da minha história. Paga-se um salário — que ficaria melhor nominado se se chamasse bolsa, incentivo ou algo do gênero — e se oferece a “possibilidade” de preencher páginas e páginas com material tecnicamente de boa qualidade (porque as vagas são poucas e a seleção exigente). A grande “sedução” está aqui: a empresa vende para o jovem e inexperiente aprendiz de jornalista a idéia (até certo ponto verdadeira) de que ele terá a incrível possibilidade de escrever matérias e publicá-la em seu nome (dá até para mostrar aos pais, que orgulho!). Exatamente o sonho de qualquer pretendente ao ofício de jornalista, tanto que é, vejam só, exatamente o trabalho de um jornalista. Algumas das matérias que assinei, quando submetidas aos editores, tinham alteradas apenas alguns termos específicos do “economiquês”. Ou seja, todo o trabalho foi feito pelo estagiário, mas o salário é proporcional ao <em>status</em>, não ao esforço e à exigência. A responsabilidade é aquela do profissional.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">Esse é o ponto de partida: a grande esperteza empresarial do mundo editorial de nossos dias. Pode ser que sempre tenha sido assim, ou muito parecido, mas o detalhe é que, com a quantidade cada vez maior de formados que são expelidos pelas faculdades de jornalismo Brasil afora, é possível fazer uma publicação utilizando apenas “trabalho  estagiário”. Além do fato de que, com a competição acirrada por tantos pretendentes, acontece o inevitável: salários que chafurdam na lama, qualidade também, e o natural pavor de perder o emprego.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">Havia um outro aspecto que faz do meu relato uma história triste. Como eu sinalizei anteriormente, a revista era (ainda é) uma publicação de economia e negócios, assuntos pelos quais sinto tanta atração quanto a que o diabo tem pela cruz. Pensava na opinião-ensinamento do mestre, que dizia (ainda diz e vai continuar dizendo, com propriedade) que todo “foca” (o jovem jornalista) deve começar pelas editorias de polícia e esportes. Deus — que não deve existir, mas que, se existir, é minha testemunha — sabe o quanto eu gostaria de ser repórter esportivo. Mas não, estava trabalhando para uma revista do <em>mainstream</em>, falando de rentabilidade, gestão, <em>marketing</em>, marcas, produção, lucros, inovação, logística, mercado, mercado, mercado. Minhas matérias repetiam sempre as mesmas palavras, as fotografias mostravam sempre pessoas em terno e gravata ou <em>tailleur</em>, exércitos de consultores e executivos, mesas, poltronas, fachadas e letreiros, gente sorridente de braços cruzados e olhar de soslaio ou ar sério estilo-<em>businessman</em>. Sempre. Há quem goste — e para esses digo que deve haver um problema muito sério com o mundo que consideram um lugar justo, interessante e agradável para se viver. Era algo de ideológico, sim.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">Não era para mim, eu admito e não sonego o quanto isso representou para minha própria desgraça. Mas a minha história não difere em nada do script básico com o qual se depara o jovem (e o experiente também) jornalista perdido no mercado de trabalho: não se pode se dar ao luxo de escolher. Assim, no início de cada dia, eu tomava meu café da manhã com o olhar perdido, preocupado com a faculdade e lamentando ter de fazer o meu trabalho da forma como tinha de ser feito, e pelo mesmo motivo, ao fim do dia, sentia como se houvesse desperdiçado meu tempo de vida.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">Feito o mea-culpa, o terceiro aspecto que compõe minha história é o mais importante. Nada mais é do que o ambiente de trabalho. Em sentido mais geral, o que queriam de mim — que é o mesmo que, de forma industrial, querem de todos os jovens profissionais. Nesse item entra toda a forma de <em>ser um empregado</em>, no meu caso, um jornalista empregado. Desde a forma como me vestia (que poderia ser mais elegante), passando obviamente pelo cumprimento dos horários, pela “fluidez” do trabalho e da produção, chegando até à motivação. O detalhe interessante é que eu não fazia a mais pálida idéia de que motivação estavam falando. Não quero parecer arrogante ou pretensioso: era consciente do privilégio de ter um emprego como estagiário que assina matérias numa revista considerada importante com apenas quatro semestres de faculdade, mas não me agradavam as censuras diversas — matérias de economia devem obedecer a um catecismo específico, com fórmulas específicas que serão decodificadas pelas <em>pessoas que interessam</em>; além do mais, é preciso (quem diria) um conhecimento mínimo do assunto (que tem algo de alquímico e hermético), o que não se adquire da noite para o dia. Tampouco é possível ficar contente com a exigência de produção para quem sequer atingiu a metade do tempo de estudo. (Meu emprego compreendia evidentemente matérias para a edição mensal da revista, mas também material diário para o recém inaugurado site da publicação: não era estágio, era um emprego efetivo muito mal remunerado.)</span></p>
<p><span style="color:#333333;">À parte todas essas questões — verdadeiros conflitos interiores — procurava desempenhar meu trabalho. Não posso dizer que o fazia da melhor forma possível, já admiti minha parcela de responsabilidade, mas de forma alguma deixava de desempenhar a função que me atribuíam (coletivas surreais sobre balanço de gestão de empresas, por exemplo, coquetéis, viagens de curta e média distância para conhecer tais e tais instalações, etc., tudo cercado de gente insípida, bitolada, fanática e/ou robotizada). Nunca neguei uma pauta, jamais pedi aumento de salário, trabalhava muitas vezes além do horário e conseguia não me atrasar. Dei a atenção que sempre dou a meus textos e, algumas vezes, procurava agradar o gosto dos editores. Certamente não resplandecia de felicidade ao receber uma pauta sobre os dez anos da Fulana S.A., como de resto por quase nenhuma pauta, mas a executava de forma minimamente competente. Jamais fui orientado a conversar com empregados (à parte secretários), apenas dirigentes. Durante meio ano meu espírito idealista se chocou frontalmente com o espírito prático: o “salário” que recebia dispensava (na maior parte) minha família de me sustentar e eu estava muito honrado com isso.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">No dia 18 de agosto de 2004 (naquele mês aconteciam as Olimpíadas de Atenas), G.,  meu editor-executivo, um antigo conhecido do emprego passado, me chama na pequena sala usada para entrevistas por telefone e pequenas reuniões. A “parte que conta” da redação já sabia o que estava por acontecer (e misteriosamente desapareceu naquele instante), enquanto os desinformados eram apenas os subalternos — exatamente a camada onde eu havia feito amizades. G. inicia com elogios, me conhecia de algum tempo, “todos ali” apreciam muito o meu texto, que é “um dos melhores” que ele já viu. Sou uma pessoa muito bacana e responsável também. G. sempre “levou fé” em mim. Mas se vê que não era a minha praia. Na realidade, o que mais chamou a atenção de todos foi que eu não me mostrava motivado. G. estava falando agora “como amigo”: “com esse comportamento tu não vais longe, falo pro teu bem”. E então encerrou o assunto: “nós estamos te demitindo, apesar de tu teres muita qualidade (e blábláblá) basicamente porque tu <em>não vestiu a camiseta</em>”.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">“Não vestiu a camiseta.” Aquilo virou uma espécie de mantra para mim. Não vestiu&#8230; a camiseta. Da empresa, logicamente. De fato, eu não havia vestido a camiseta da empresa. Camiseta apenas a do Grêmio, de preferência a Tricolor para ficar mais representativo e familiar. No momento em que ouvia G. falar eu estava atordoado, não esperava ser demitido no meu terceiro emprego (um estágio, na metade da faculdade!), e saí da redação arrasado. Mas (me dei conta somente muito tempo depois) eu não estava aborrecido com o fato de não precisar mais trabalhar <em>ali</em>. Me incomodava apenas ter sido demitido (uma questão de brio) e, principalmente, ficar sem dinheiro, por mínimo que fosse.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">Passado algum tempo e com uma salutar ajuda de pessoas muito sábias e amigas, finalmente compreendi tudo e percebi que desde aquele dia ressonava em mim um orgulho estranho, algo etéreo, confuso, que talvez fosse melhor não admitir com o peito estufado. Mas eu estava e continuo orgulhoso. Fui demitido porque não vesti a camiseta, era isso que contava. Emprego arrumei logo depois, o importante é que havia sido fiel a um princípio — autodestrutivo, contraproducente, nada prático ou útil, mas um princípio. Era mais do que cometer um pênalti e apontar para a marca da cal. Afinal, me pediam algo para o qual eu não poderia baixar a cabeça. A partir daquela experiência, senti que era capaz de subverter, de estabelecer um princípio contrário ao senso comum (que, na maioria das vezes, é estúpido e equivocado) e respeitá-lo.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">Não me importo se meu trabalho não me der todos os bens materiais que sempre sonhei — e que cada vez sonho menos, porque não realmente importantes. O grande problema dessa massa de imbecis que povoa o mundo hoje é exatamente usar os fins como justificativa para os meios. Isso acontece porque as pessoas se tornam cada vez mais pequenas, em diversos sentidos. Eu não tinha noção de me agigantar no momento em que sequer retruquei meu chefe enquanto me demitia. E nem sei se fui eu a me agigantar ou se é essa legião de gente ávida por ser serviçal que se apequena. Algumas delas uma vez só na vida, de forma irrestrita e irremediável.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">Nesse mesmo local trabalhava comigo uma colega da faculdade. Muito tímida, falava baixo e não olhava diretamente nos olhos das pessoas. É muito correta e no tempo em que fui seu colega também na revista pude perceber como desempenhava bem suas funções, num certo sentido traíndo seu comportamento instrospectivo. Sugeria muitas pautas, entrevistava com desenvoltura e produzia bons textos. Tinha um bom relacionamento com os chefes, não submisso, mas bastante amistoso. Logo depois que entrei, passou a fazer parte da redação também um outro rapaz, recém saído da PUC-RS (como a maioria dos profissionais do local). Era diminuto, tinha os cabelos vermelhos e sardas no rosto. A voz era estridente, irritante, e exercitava a cada instante seu talento inato de <em>tentar </em>ser simpático, bem comportado, bonzinho e amável. Vestia camisas sociais alinhadíssimas metidas dentro da calça, o que contrastava bastante com seu rosto e maneiras infantis. Logo descobri que era ligado à Igreja, muito devoto ele. Pertencia a congregações leigas e tinha uma quedinha por ideologia de direita. Hoje, ao preparar esse texto, a título de prova dei uma olhada no expediente da publicação. Minha ex-colega de faculdade não está mais lá. O ruivinho carola tornou-se (surpresa) secretário de redação&#8230;</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cantofabule.wordpress.com/965/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cantofabule.wordpress.com/965/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cantofabule.wordpress.com/965/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cantofabule.wordpress.com/965/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cantofabule.wordpress.com/965/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cantofabule.wordpress.com/965/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cantofabule.wordpress.com/965/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cantofabule.wordpress.com/965/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cantofabule.wordpress.com/965/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cantofabule.wordpress.com/965/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cantofabule.wordpress.com/965/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cantofabule.wordpress.com/965/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cantofabule.wordpress.com/965/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cantofabule.wordpress.com/965/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=965&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Leituras do ano</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 19:17:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Bruni</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Não tive como cumprir minha própria meta de dois livros a cada mês. Em parte porque o verão se revelou mais determinado do que eu previa, mas sobretudo porque, ao longo do ano, em determinados momentos me faltou aquela paz de espírito utilíssima para se aproveitar ao máximo cada página. Tudo culpa de um 2009 [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=959&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#333333;">Não tive como cumprir minha própria meta de dois livros a cada mês. Em parte porque o verão se revelou mais determinado do que eu previa, mas sobretudo porque, ao longo do ano, em determinados momentos me faltou aquela paz de espírito utilíssima para se aproveitar ao máximo cada página. Tudo culpa de um 2009 atribuladíssimo — mesmo que eu não tivesse muito o que fazer (foi um ano inteiro de espera). Enfim, 19 livros (que poderiam <em>e deveriam</em> ter sido bem mais) que foram lidos com muita atenção e carinho. <span id="more-959"></span>Obtive algum sucesso no que diz respeito à variedade: tentei e consegui ampliar o espectro dos assuntos, mas ainda não estou nada satisfeito. Adentrei um pouco mais no campo da literatura propriamente dita e avancei os estudos de meus temas favoritos.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">“Adentrei um pouco mais na literatura” porque me sinto (ou <em>sentia</em>, não sei bem) naturalmente mais atraído pela não-ficção que pelas criações literárias. Não chega a ser uma <em>preferência</em>, mas talvez uma <em>tendência</em>: de um tempo para cá me detive mais em livros de História e relatos jornalísticos (o que vêm a ser — quase — a mesma coisa). Quando percebi a necessidade de retornar <em>definitivamente </em>ao mundo literário, achei que “o ideal” fosse intercalar leituras não-ficcionais com ficção. Foi o que fiz, sobretudo nesses últimos meses.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">A lista de minhas leituras será publicada na estréia de <em>Herodotos Report</em>, nos próximos dias. (Espero muito desse projeto. Prova é que preparava de forma bastante informal esse texto sobre meus livros de 2009 quando percebi que poderia ser um bom material, para ser lido por mais pessoas.) Acompanhará uma pequena resenha de cada livro, o que eu espero incentive alguém a ler ao menos um bom livro inteiro em 2010. Aliás, obrigado pela lembrança no Natal e meus desejos sinceros de um 2010 fantástico a todos.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cantofabule.wordpress.com/959/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cantofabule.wordpress.com/959/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cantofabule.wordpress.com/959/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cantofabule.wordpress.com/959/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cantofabule.wordpress.com/959/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cantofabule.wordpress.com/959/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cantofabule.wordpress.com/959/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cantofabule.wordpress.com/959/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cantofabule.wordpress.com/959/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cantofabule.wordpress.com/959/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cantofabule.wordpress.com/959/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cantofabule.wordpress.com/959/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cantofabule.wordpress.com/959/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cantofabule.wordpress.com/959/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=959&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Portoghese, italian e inglês</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 11:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Bruni</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Itália]]></category>
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		<description><![CDATA[Decidi colocar uma certa ordem metodológica em minhas leituras já que tenho todo o tempo do mundo — para as leituras e para inventar uma metodologia. Que, na verdade, não poderia ser mais objetiva e singela: leio concomitantemente obras nas três línguas que manejo de forma satisfatória — português, inglês e italiano, e, dentro desse [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=957&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#333333;">Decidi colocar uma certa ordem metodológica em minhas leituras já que tenho todo o tempo do mundo  — para as leituras e para inventar uma metodologia. Que, na verdade, não poderia ser mais objetiva e singela: leio concomitantemente obras nas três línguas que manejo de forma satisfatória — português, inglês e italiano, e, dentro desse universo geográfico, exclusivamente obras na sua língua original. <span id="more-957"></span>Além de reduzir o potencial problema da leitura como casualidade (o que é imperdoável <em>sobretudo </em>para um jornalista), esse sistema me obriga a mudanças de percurso mais que bem-vindas e, principalmente, devolve a graça e a plenitude do sentido e das diferenças culturais entre os povos. É o máximo da satisfação e do deleite. Evidentemente algumas obras são apreciadas em ricochete, não há o que fazer. Riszard Kapuscinski, um mestre da reportagem, vai me desculpar se minha ignorância do seu polonês me atirar nos braços de edições brasileiras, inglesas ou italianas, como tem ocorrido. O mesmo vale para os russos, os franceses, os alemães, os castelhanos, e toda a miríade de povos dos quais não entendo uma única palavra.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cantofabule.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cantofabule.wordpress.com/957/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cantofabule.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cantofabule.wordpress.com/957/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cantofabule.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cantofabule.wordpress.com/957/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cantofabule.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cantofabule.wordpress.com/957/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cantofabule.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cantofabule.wordpress.com/957/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cantofabule.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cantofabule.wordpress.com/957/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cantofabule.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cantofabule.wordpress.com/957/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=957&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Que vença o menos pior</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 10:59:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Bruni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foi na capa da Gazzetta dello Sport de ontem que li um lamento estranho. Se falava do espetáculo que a Juventus proporcionou na noite de quarta-feira e na potencial capacidade que tem para surrupiar o scudetto das mãos da Inter. Se tratava portanto de apontar duas equipes favoritas (e tradicionais) entre 20, mas ainda assim [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=955&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#333333;">Foi na capa da <em>Gazzetta dello Sport</em> de ontem que li um lamento estranho. Se falava do espetáculo que a Juventus proporcionou na noite de quarta-feira e na potencial capacidade que tem para surrupiar o <em>scudetto </em>das mãos da Inter. Se tratava portanto de apontar duas equipes favoritas (e tradicionais) entre 20, mas ainda assim o articulista defendia que o campeonato é “<em>demasiadamente </em>rico em surpresas” — talvez pensasse no Parma em quarto lugar, na Fiorentina capenga ou na Roma na parte de baixo. Imagino o que teria a dizer a respeito do nosso Campeonato Brasileiro 2009&#8230;<span id="more-955"></span>No Sala de Redação digladiaram-se dia desses inclusive numa polêmica sobre a fórmula, visto que uns ainda se sentem insatisfeitos com os pontos corridos e acalentem dúvidas sobre o mérito de quem consegue chegar ao fim de quase 40 jogos à frente dos demais. Eu não coloco em questão a pertinência da regra atual, mas a conversa no programa começou pelo ponto que acho importante debater, ou seja, a qualidade técnica do campeonato. Ainda que correndo o risco de alguém me ignorar baseando-se no fato de que não vejo a grande maioria dos jogos, comento pelo que vi e, sobretudo, pela tabela. Assiti alguns jogos do Palmeiras, vi o São Paulo e o Cruzeiro, uma que outra partida do Atlético-MG, torci pelo meu Grêmio e sequei o Inter — o que dá um apanhado geral da parte de cima da classificação, e por mais que o campeonato seja longo e os clubes se metamorfoseiem ao longo do ano, teoricamente são poucos os que conseguem acrescer qualidade. Escutei e li, isso sim, muito — e atentamente.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">Repito que minha interpretação dos fatos é temerosa, mas não penso ser possível considerar mentalmente sano um campeonato em que o líder perde para duas equipes da zona do rebaixamento na reta final, em menos de dez dias. Alguns dirão, e dizem, que o campeonato é acirrado, e portanto emocinante e então, quase como uma conseqüência mágica, ele é um <em>bom </em>campeonato. Penso que não. Não que precise duas ou uma equipe 20 pontos à frente e campeã ainda faltando 15 rodadas. Não é um juízo de valor em relação à disputa em si (ainda não), mas sim à interpretação que se dá. E me causa um certo desgosto ouvir dizer que o Brasil tem o <em>melhor campeonato</em> do mundo porque é o <em>mais disputado</em>. Simplesmente não é verdade.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">O que acontece é uma previsível confusão na hora de julgar um conceito, como quando nos perguntamos o que é arte. O que é belo no futebol? O que é emocionante? O que é <em>bom</em>? O que define o alto nível? Há quem olhe para a tabela e veja diretamente qualidade quando na parte de cima seis equipes se acotovelam na busca pelo título. Estão mirando números, mas enxergam um conceito — o do belo, do bom. Para mim, essa conversão automática é equivocada. Mesmo que alguns times contem com reforços importantes e de inegável competência, o nome da estrela no papel funciona como o ópio dos números da tabela: não existe sem a vivência real, aquela do campo. Uma ferramenta de investigação que seria útil aos defensores da qualidade indelével do campeonato nacional seria aquela de se questionar sobre <em>quem é</em> o campeonato. À parte uma ou outra grande presença nas equipes titulares, os melhores jogadores brasileiros não disputam nossa competição caseira. Falem o que quiserem dos campeonatos europeus principais, mas proporcionam bons jogos simplesmente porque têm bons jogadores. A prova do comparativo que estou propondo é que Mário Fernandes, talvez a maior revelação do Grêmio depois de Ânderson, já está na mira da Inter de Milão, e sete entre dez estrelas de qualquer rodada do italiano são jogadores brasileiros.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">Acho o Campeonato Brasileiro — fazendo uma representação coletiva — um certame pobre em qualidade, já há algum tempo, e não consigo deixar de pensar que a fórmula de pontos corridos salientou ainda mais essa característica. A fórmula, vejam bem, é inocente, como disse anteriormente, e não há método melhor de se apontar o campeão. Que, no caso, penso que será aquele que exibir menos seus flagelos e limitações — o que ainda é futebol, felizmente. Que vença o menos pior.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cantofabule.wordpress.com/955/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cantofabule.wordpress.com/955/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cantofabule.wordpress.com/955/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cantofabule.wordpress.com/955/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cantofabule.wordpress.com/955/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cantofabule.wordpress.com/955/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cantofabule.wordpress.com/955/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cantofabule.wordpress.com/955/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cantofabule.wordpress.com/955/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cantofabule.wordpress.com/955/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cantofabule.wordpress.com/955/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cantofabule.wordpress.com/955/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cantofabule.wordpress.com/955/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cantofabule.wordpress.com/955/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=955&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Fracasso</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 15:09:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Bruni</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagações]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Grêmio]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Em uma partida sofrível, fadada à negação de si mesmo em função do outro (que pensa exatamente da mesma forma), ainda assim poderia haver um outro resultado no Gre-nal 378. Aquele que, na minha opinião, resumiria da melhor forma a presença de espírito de todos aqueles que se relacionavam ao jogo, dos presidentes aos técnicos: [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=948&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><span style="color:#333333;"><img class="aligncenter size-full wp-image-949" title="O gol: Victor não segura o chute de D'Alessandro. Foto: Jefferson Botega" src="http://cantofabule.files.wordpress.com/2009/10/grenal_victor.jpg?w=600&#038;h=388" alt="O gol: Victor não segura o chute de D'Alessandro" width="600" height="388" /></span></p>
<p><span style="color:#333333;">Em uma partida sofrível, fadada à negação de si mesmo em função do outro (que pensa exatamente da mesma forma), ainda assim poderia haver um outro resultado no Gre-nal 378. Aquele que, na minha opinião, resumiria da melhor forma a presença de espírito de todos aqueles que se relacionavam ao jogo, dos presidentes aos técnicos: 0 x 0. Já que não houve jogo, o que estaria fazendo aquele 1 no lado esquerdo do placar final? <span id="more-948"></span>O Inter teve duas oportunidades reais (uma evitada por Victor e outra concedida por ele), assim como o Grêmio (que não teve concessões), e é interessante notar como as pessoas esqueceram-se de dizer que a amarga vitória foi conseqüência da quase total casualidade. Assim como outro equívoco impediu que tudo se equilibrasse na sua mediocridade: o árbitro não viu o pênalti na área colorada porque olhava a bola. Devia temer que ela cometesse alguma infração ainda no ar, talvez se negando a girar, mudando de cor ou sabe-se lá o que mais passava pela cabeça do homem de preto (que apropriadamente vestia amarelo). Confesso que me sinto derrotado à potência <em>n</em>, perdendo um jogo horrível, covarde, para uma equipe tão precária quanto a minha, numa falha do melhor jogador entre todos que estavam sobre a grama. Mas o que é mais nocivo é a espécie de homenagem que alguns conseguem prestar aos responsáveis pelo fracasso do futebol que se celebrou na tarde de domingo.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cantofabule.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cantofabule.wordpress.com/948/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cantofabule.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cantofabule.wordpress.com/948/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cantofabule.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cantofabule.wordpress.com/948/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cantofabule.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cantofabule.wordpress.com/948/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cantofabule.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cantofabule.wordpress.com/948/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cantofabule.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cantofabule.wordpress.com/948/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cantofabule.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cantofabule.wordpress.com/948/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=948&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">O gol: Victor não segura o chute de D'Alessandro. Foto: Jefferson Botega</media:title>
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		<title>Your name, sir?</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 09:58:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Bruni</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Generalidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Oh Deus, como é recompensador ver Hugh Laurie falando seu natural british accent&#8230; O vídeo é de um sketch da série A Bit of Fry and Laurie, da BBC2 e, por vezes, BBC1, no já distante final dos anos 80 e início dos 90.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=943&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#333333;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cantofabule.wordpress.com/2009/10/16/your-name-sir/"><img src="http://img.youtube.com/vi/hNoS2BU6bbQ/2.jpg" alt="" /></a></span></span></p>
<p><span style="color:#333333;">Oh Deus, como é recompensador ver Hugh Laurie falando seu natural </span><em><span style="color:#333333;">british accent&#8230; </span></em><span style="color:#333333;">O vídeo é de um </span><em><span style="color:#333333;">sketch </span></em><span style="color:#333333;">da série </span><em><span style="color:#333333;">A Bit of Fry and Laurie</span></em><span style="color:#333333;">, da BBC2 e, por vezes, BBC1, no já distante final dos anos 80 e início dos 90.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cantofabule.wordpress.com/943/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cantofabule.wordpress.com/943/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cantofabule.wordpress.com/943/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cantofabule.wordpress.com/943/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cantofabule.wordpress.com/943/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cantofabule.wordpress.com/943/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cantofabule.wordpress.com/943/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cantofabule.wordpress.com/943/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cantofabule.wordpress.com/943/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cantofabule.wordpress.com/943/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cantofabule.wordpress.com/943/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cantofabule.wordpress.com/943/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cantofabule.wordpress.com/943/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cantofabule.wordpress.com/943/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=943&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Interessante&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 15:31:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Bruni</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Divagações]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[…notar que minha leitura em inglês de The Adventures of Sherlock Holmes tem sido muito mais rápida e fluente que a da história das estepes euro-asiáticas, de Philippe Conrad, em português. Ambas muito mais acessíveis que o ótimo e densíssimo — mas por vezes quase intransponível — I Benandanti (no original italiano), de Carlo Ginzburg. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=927&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#333333;">…notar que minha leitura em inglês de <em>The Adventures of Sherlock Holmes</em> tem sido muito mais rápida e fluente que a da história das estepes euro-asiáticas, de Philippe Conrad, em português. Ambas muito mais acessíveis que o ótimo e densíssimo — mas por vezes quase intransponível — <em>I Benandanti</em> (no original italiano), de Carlo Ginzburg. Iniciei esse último motivadíssimo pela leitura de <em>O Queijo e os Vermes</em> (que recomendo entusiasticamente), mas o detetive de <em>Sir</em> Conan Doyle e a velocíssima cavalaria mongol deixaram os feiticeiros do historiador italiano para trás. Um atraso misterioso de mais ou menos umas 100 páginas e alguns bons meses de distância&#8230;</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cantofabule.wordpress.com/927/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cantofabule.wordpress.com/927/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cantofabule.wordpress.com/927/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cantofabule.wordpress.com/927/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cantofabule.wordpress.com/927/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cantofabule.wordpress.com/927/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cantofabule.wordpress.com/927/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cantofabule.wordpress.com/927/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cantofabule.wordpress.com/927/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cantofabule.wordpress.com/927/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cantofabule.wordpress.com/927/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cantofabule.wordpress.com/927/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cantofabule.wordpress.com/927/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cantofabule.wordpress.com/927/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=927&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Inimigo</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 14:32:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Bruni</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagações]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho andado um pouco fora de órbita, os blogs se ressentem disso, e principalmente eu mesmo. A fase é um tanto obscura, indefinida e preguiçosa. Estou aqui já há um ano (em duas semanas o aniversário exato), degustando uma tremenda enrolação burocrática, sem trabalho e sem papéis, tudo restrito ao mínimo, economicamente falando. Não quero [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=922&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#333333;">Tenho andado um pouco fora de órbita, os <em>blogs </em>se ressentem disso, e principalmente eu mesmo. A fase é um tanto obscura, indefinida e preguiçosa. Estou aqui já há um ano (em duas semanas o aniversário exato), degustando uma tremenda enrolação burocrática, sem trabalho e sem papéis, tudo restrito ao mínimo, economicamente falando. Não quero e não gosto de lamentar em balbúcios públicos, mas é exatamente isso que estou fazendo, percebo. <span id="more-922"></span>O resultado é um quarto vazio por várias horas do dia e, sobretudo, a necessidade de ter de enfrentar sozinho meu maior inimigo: não me restou muita motivação e o problema, definitivamente, é mais eu mesmo que qualquer outra coisa. Não tenho tido muito o que dizer — reformulo: não tenho tido muita <em>vontade </em>de dizer.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">Resta intacta apenas a vontade quase desesperada de aprender e captar as coisas, todas elas, e por isso os livros vão vendo os marcadores de páginas escorrerem ligeiros. Mas nada me impele a caminhadas, conversas, o mundo em geral. E isso me preocupa. Meu desejo é de ficar sentado, o chá quente, pilhas de livros e a companhia à volta. No quase absoluto silêncio. Esperando, como tenho esperado já há algum tempo, não sei bem o quê.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cantofabule.wordpress.com/922/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cantofabule.wordpress.com/922/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cantofabule.wordpress.com/922/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cantofabule.wordpress.com/922/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cantofabule.wordpress.com/922/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cantofabule.wordpress.com/922/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cantofabule.wordpress.com/922/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cantofabule.wordpress.com/922/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cantofabule.wordpress.com/922/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cantofabule.wordpress.com/922/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cantofabule.wordpress.com/922/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cantofabule.wordpress.com/922/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cantofabule.wordpress.com/922/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cantofabule.wordpress.com/922/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=922&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Vingador</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 16:55:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Bruni</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagações]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Sempre sonhei em ser um jornalista, até escrevi em uma redação na escola média: o imaginava como um &#8216;vingador&#8217; capaz de consertar erros e injustiças [...] era convicto de que aquele ofício me levaria a descobrir o mundo&#8221; &#8220;Ho sempre sognato di fare il giornalista, lo scrissi anche in un tema alle medie: lo immaginavo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=895&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<h2><span style="color:#333333;">&#8220;Sempre sonhei em ser um jornalista, até escrevi em uma redação na escola média: o imaginava como um &#8216;vingador&#8217; capaz de consertar erros e injustiças [...] era convicto de que aquele ofício me levaria a descobrir o mundo&#8221;</span></h2>
<p><span style="color:#333333;"><em><span style="color:#333333;">&#8220;Ho sempre sognato di fare il giornalista, lo scrissi anche in un tema alle medie: lo immaginavo come un &#8216;vendicatore&#8217; capace di riparare torti e ingiustizie [...] ero convinto che quel mestiere mi avrebbe portato a scoprire il mondo&#8221;</span></em></span></p>
<h3><span style="color:#333333;">Enzo Biagi, jornalista italiano (1920-2007)</span></h3>
</blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cantofabule.wordpress.com/895/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cantofabule.wordpress.com/895/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cantofabule.wordpress.com/895/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cantofabule.wordpress.com/895/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cantofabule.wordpress.com/895/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cantofabule.wordpress.com/895/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cantofabule.wordpress.com/895/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cantofabule.wordpress.com/895/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cantofabule.wordpress.com/895/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cantofabule.wordpress.com/895/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cantofabule.wordpress.com/895/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cantofabule.wordpress.com/895/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cantofabule.wordpress.com/895/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cantofabule.wordpress.com/895/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=895&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Memórias gloriosas</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 14:22:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Bruni</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#333333;">A notícia tem sido tratada com muito mais relevo e densidade do que o normal, uma briga dos irmãos Gallagher. Esperei ao menos um dia inteiro para procurar mais informações, pensar sobre o assunto e dizer algo na qualidade de fã “especial” do Oasis. Faço meu raciocínio como jornalista, mas também como alguém para o qual essa banda representou o que muitas bandas de rock representam: uma base para formação da personalidade, um padrão de comparação, um “óculos” quando dos tempos difíceis que são a primeira juventude. Não que eu me deixasse levar completamente pelos desatinos, mas um grande grupo é aquele que consegue ir além da música. Aquele cuja notícia são (também) <em>as pessoas</em> que o compõe. Me sinto, sempre me senti, como se fosse amigo, desses de ir a um <em>pub </em>juntos e de freqüentar a casa mesmo depois de casado, de Noel Gallagher. Mais que uma banda que tocava música que a mim dizia muito, o que mais me prendeu ao Oasis foi essa provável amizade real — distante e anônima — com um cara legal com o qual me identificava.<span id="more-892"></span>Antes de mais nada, devo dizer que sempre é útil uma dose de cautela com essas histórias de brigas entre ele e Liam. Mas, considerando tudo, definitivamente há algo de estranho e pesado. Não cancelariam os três últimos shows de uma turnê como parte de um novo golpe de <em>marketing</em>. Pode ser que eu não conheça muito bem meu amigo distante, mas não acho que faria isso alegando uma briga (com testemunhas) e elencando argumentos fortes para anunciar o fim de “18 anos incríveis”. O mais irônico — e uso essa palavra para não me entristecer ainda mais — é que eu poderia ter participado de uma espécie de rito de passagem, já que eu previa o fim do grupo há ao menos dois anos. Primeiro, o show portoalegrense que, além de histórica e musicalmente lendário (segundo minhas fontes), acontece justamente alguns meses após eu sair definitivamente da cidade que me viu crescer. Segundo, o que seria o derradeiro show, precisamente ontem, em Milão, onde viverei em breve e que me está acessível, logicamente não aconteceu.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">Penso, sim, o Oasis como uma das 10 maiores bandas de rock da história. A despeito da minha afeição, o que está acontecendo (caso se confirme) é o fim de uma página da música, as pessoas queiram ou não. Foi daqueles grupos que serviu de fundo musical a uma geração e, ao contrário do que se possa pensar, não são as gerações que definem sua trilha sonora. É a música que traduz o sentimento, a emoção, a vida das pessoas. “Levo comigo memórias gloriosas”, escreveu Noel — e escrevo eu.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cantofabule.wordpress.com/892/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cantofabule.wordpress.com/892/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cantofabule.wordpress.com/892/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cantofabule.wordpress.com/892/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cantofabule.wordpress.com/892/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cantofabule.wordpress.com/892/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cantofabule.wordpress.com/892/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cantofabule.wordpress.com/892/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cantofabule.wordpress.com/892/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cantofabule.wordpress.com/892/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cantofabule.wordpress.com/892/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cantofabule.wordpress.com/892/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cantofabule.wordpress.com/892/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cantofabule.wordpress.com/892/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=892&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>(d-_-b) Resenha musical — n° 2</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Aug 2009 21:08:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Bruni</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

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		<description><![CDATA[KATE BUSH, THE KICK INSIDE (1978) &#124; Talvez os modernosos recusarão a idéia, mas sem Kate Bush não existiria essa fatia do mundo musical gloriosamente feita pelas mulheres. Me refiro à forma inteligente toda feminina de fazer música, muito além do tipo “Happy Birthday, Mr. President”. Kate Bush é uma diva, no sentido mais nobre [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=880&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-884" title="albuns_2_katebush_thekickinside" src="http://cantofabule.files.wordpress.com/2009/08/albuns_2_katebush_thekickinside1.jpg?w=595&#038;h=136" alt="albuns_2_katebush_thekickinside" width="595" height="136" /><span style="color:#333333;">KATE BUSH, THE KICK INSIDE (1978) | Talvez os modernosos recusarão a idéia, mas sem Kate Bush não existiria essa fatia do mundo musical gloriosamente feita pelas mulheres. Me refiro à forma inteligente toda feminina de fazer música, muito além do tipo <em>“Happy Birthday, Mr. President”</em>. Kate Bush é uma diva, no sentido mais nobre do termo, feita de qualidade intelectual e artística ao invés de outros atributos quaisquer. Foi descoberta por David Gilmour, o que quer dizer muito. “The Kick Inside” é seu exórdio, ainda nos anos 70 e, assim como Pat Metheny, um certo preconceito “Antena 1” <em>lady</em> Bush sofre ainda hoje: <em>Wuthering Heights</em>, um capolavoro estético e performático, é um dos símbolos das emitentes “sem graça” (cujo outro ícone portoalegrense é a atual rádio Continental). Evidentemente, como qualquer preconceito, é uma injustiça. “The Kick Inside” ainda está aquém do que a criatividade de Kate poderia fazer (e que demonstraria na primeira metade da década de 80), mas já exibe veementemente a qualidade de quem viria a se tornar uma das artistas mais reconhecidas da música — tanto que o álbum não passou despercebido em sua época, pelo contrário. É um disco harmonioso, equilibrado, com um grande trabalho de Kate (então com apenas 19 anos!) ao piano e, logicamente, na sua voz fantástica (apesar de por vezes um pouco infantil e caricata). Melodias belíssimas e elegantes em praticamente todas as 13 faixas, como em <em>The Saxophone Song</em>, <em>Fell It</em>, a já citada <em>Wuthering Heights</em> e a faixa-título. Kate dá graça e leveza às suas composições (essa a minha idéia de diva). Absolutamente atual — como se a boa música tivesse prazo de validade&#8230;</span></p>
<p><span style="color:#333333;"><br />
</span></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-885" title="albuns_2_patmetheny_thewayup" src="http://cantofabule.files.wordpress.com/2009/08/albuns_2_patmetheny_thewayup2.jpg?w=595&#038;h=136" alt="albuns_2_patmetheny_thewayup" width="595" height="136" /><span style="color:#333333;">PAT METHENY GROUP, THE WAY UP (2005) | Talvez o melhor trabalho de Pat Metheny, um incansável ícone do <em>jazz rock/fusion</em> e dono de uma biografia já quilométrica. Escolher aleatoriamente um álbum de Pat Metheny da sua discografia de cerca 40 álbuns pode resultar numa má impressão, porque por vezes a música do norte-americano soa piegas. “The Way Up”, no entanto, é escolha certa: quatro faixas apenas, mas tempo total de quase uma hora e dez minutos (conforme manda o figurino), com música elegante, refinada, pensada sem a preocupação de agradar — Pat Metheny é daqueles grupos cuja música é símbolo do “estilo rádio Antena 1”, por vezes fundo de jantares beneficientes e coisas do tipo. Mas “The Way Up” vai agradar até mesmo àqueles com espírito mais, digamos, jovem. Basta ter bom gosto.</span></p>
<p><span style="color:#333333;"><br />
</span></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-886" title="albuns_2_jeffbuckley_grace" src="http://cantofabule.files.wordpress.com/2009/08/albuns_2_jeffbuckley_grace.jpg?w=595&#038;h=136" alt="albuns_2_jeffbuckley_grace" width="595" height="136" /><span style="color:#333333;">JEFF BUCKLEY, GRACE (1994) | Existe vida inteligente no pop. Ainda que Jeff Buckley dê uma alma rock a seu único álbum, “Grace” é essencialmente uma coleção de belas canções para rádios FM e vinhetas — o que não é uma crítica. Jeff é filho de Tim, cantor e compositor folk de fama nos anos 70, e quis o destino que o filho imitasse o pai: ambos morreram cedo, mas há quem fale em suicídio — hipótese que, a julgar pelas letras de Jeff, não soa mera indiscrição. Tim pereceu de overdose em 1975, e Jeff afogado no rio Wolf, no Tennesse, apenas três anos após o lançamento de “Grace”. Uma pena, visto que o álbum entusiasmou muita gente tão logo chegou às lojas e às paradas. Um bom disco, apesar de desigual. Sobretudo as primeiras três faixas,<em> (Mojo Pin, Grace e Last Goodbye)</em> são canções ímpares, resultado de um talento e uma sensibilidade interessantes, que, no mínimo, mereciam mais tempo. Na seqüência o álbum arrefece um pouco, caminha definitivamente para o pop, mas mantém a qualidade — algo raro. Jeff emprestou uma personalidade especial à conhecidíssima música de Leonard Cohen, <em>Hallelujah</em>, e transformou-a em <em>hit </em>imediato (é bastante apreciada em seriados dramáticos de tv, entre eles <em>House</em>, onde veio muito bem a calhar, por sinal). Perto do fim, retorna algum ímpeto mais rock com <em>Eternal Life</em>. A produção, da qual se encarregou junto com Andy Wallace, é muito acurada e tudo levava a crer que um grande ícone surgia. De certa forma, Jeff Buckley tornou-se de fato um ídolo da maneira mais elementar que o rock pode conceber: morrendo jovem.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cantofabule.wordpress.com/880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cantofabule.wordpress.com/880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cantofabule.wordpress.com/880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cantofabule.wordpress.com/880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cantofabule.wordpress.com/880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cantofabule.wordpress.com/880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cantofabule.wordpress.com/880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cantofabule.wordpress.com/880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cantofabule.wordpress.com/880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cantofabule.wordpress.com/880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cantofabule.wordpress.com/880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cantofabule.wordpress.com/880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cantofabule.wordpress.com/880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cantofabule.wordpress.com/880/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=880&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>(d-_-b) Resenha musical — n° 1</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 12:23:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Bruni</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

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		<description><![CDATA[RADIOHEAD, IN RAINBOWS (2007) &#124; Radiohead é um grupo que merece ser estudado. Não cientificamente, mas sociologicamente. É preciso perfilar seus álbuns, uns após o outro, e escutá-los com atenção. É um deleite musical, mas também é uma atualização. A banda de Thom Yorke faz o que poderia ser chamado de “a música de qualidade [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=874&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-873" title="albuns_1_radiohead_inrainbows" src="http://cantofabule.files.wordpress.com/2009/08/albuns_1_radiohead_inrainbows.jpg?w=595&#038;h=136" alt="albuns_1_radiohead_inrainbows" width="595" height="136" /><span style="color:#333333;">RADIOHEAD, IN RAINBOWS (2007) | Radiohead é um grupo que merece ser estudado. Não cientificamente, mas sociologicamente. É preciso perfilar seus álbuns, uns após o outro, e escutá-los com atenção. É um deleite musical, mas também é uma atualização. A banda de Thom Yorke faz o que poderia ser chamado de “a música de qualidade mais moderna da atualidade”. Isso pressupõe uma liberdade criativa interessante, raríssima no </span><em><span style="color:#333333;">mainstream </span></em><span style="color:#333333;">pós-anos 70. “In Rainbows” aparece quatro longos anos após “Hail to the Thief” e restabelece o crédito: seu predecessor havia sido um pequeno tropeço após o magnífico “Ok Computer”, o maravilhoso “Kid A” e o muito bom “Amnesiac”. Faixas mais “simples”, como </span><em><span style="color:#333333;">Bodysnatchers</span></em><span style="color:#333333;">, lembram o Radiohead dos primeiros tempos, enquanto o grosso do disco segue a (etérea)  linha de raciocínio dos últimos álbuns, com diferenças de velocidade, produção acuratíssima e “decorações” malucas. No geral, um disco redondo, com grande conexão entre as músicas. </span><em><span style="color:#333333;">All I Need</span></em><span style="color:#333333;">, </span><em><span style="color:#333333;">Reckoner</span></em><span style="color:#333333;">, e </span><em><span style="color:#333333;">Jigsaw Falling Into Space</span></em><span style="color:#333333;"> são grandes composições, as outras mantém a boa média, exceção feita apenas à primeira faixa. </span><em><span style="color:#333333;">Videotape</span></em><span style="color:#333333;"> é uma espécie de música visiva e um digno encerramento.</span></p>
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<p><span style="color:#333333;"><img class="aligncenter size-full wp-image-875" title="albuns_1_lunasa_merrysisters" src="http://cantofabule.files.wordpress.com/2009/08/albuns_1_lunasa_merrysisters.jpg?w=595&#038;h=136" alt="albuns_1_lunasa_merrysisters" width="595" height="136" /><span style="color:#333333;">LÚNASA, THE MERRY SISTERS OF FATE (2001) | Descobri Lúnasa numa febre pela música dita “celta” que vez por outra me assola. De fato, a banda irlandesa é talvez o maior expoente de um fenômeno bastante recente, que é a “planificação” da antiga música popular da Irlanda e da Escócia (refúgios da tradição céltica-gaélica), junto com grupos jovens como Capercaillie, Altan e os precursores (esses já velhinhos) The Chieftains. Por “planificação” entenda-se melodias adaptadas aos ouvidos modernos, logicamente sem vocais a não ser gritos esporádicos de acompanhamento que acrescentam à música exatamente a espontaneidade do tom popular do qual teve origem. “The Merry Sisters of Fate” é um belo álbum e, mesmo deliberadamente aproximado da música moderna em textura, mantém a alma legítima da cultura que representa porque mantém toda a idéia centrada em </span><em><span style="color:#333333;">uilleann pipes</span></em><span style="color:#333333;"> e </span><em><span style="color:#333333;">fiddles </span></em><span style="color:#333333;">(quem não suporta gaita de fole deve evitar esse disco, bem como toda a música irlandesa). Das 11 faixas, </span><em><span style="color:#333333;">Donough and Mike&#8217;s</span></em><span style="color:#333333;">, </span><em><span style="color:#333333;">Iníon Ní Scannláin</span></em><span style="color:#333333;">, </span><em><span style="color:#333333;">Killarney Boys of Pleasure</span></em><span style="color:#333333;"> e </span><em><span style="color:#333333;">Return From Fingall</span></em><span style="color:#333333;"> merecem uma menção especial e não entediariam ninguém durante uma boa conversa regada a </span><em><span style="color:#333333;">scotch </span></em><span style="color:#333333;">ou Guinness. Ou em qualquer outra situação, diga-se.</span></span></p>
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<p><span style="color:#333333;"><img class="aligncenter size-full wp-image-876" title="albuns_1_iananderson_walkintolight" src="http://cantofabule.files.wordpress.com/2009/08/albuns_1_iananderson_walkintolight.jpg?w=595&#038;h=136" alt="albuns_1_iananderson_walkintolight" width="595" height="136" /><span style="color:#333333;">IAN ANDERSON, WALK INTO LIGHT (1983) | Anderson é um deus, um gênio, um mago. Simplesmente é a alma do Jethro Tull, umas das bandas que me são mais caras, e que, a despeito da minha simpatia ou não, se inscreveu na história da música como capítulo de suma importância e originalidade. Mas Anderson, no retiro que foi este seu primeiro solo oficial (<em>A</em>, lançado em 1980 creditado ao Jethro, na verdade é o primeiro trabalho individual de Ian), erra quase completamente a mão e as idéias. “Walk Into Light” é uma tentativa de entrar na então modernidade de início dos anos 80 — o que significa algo ruim, muito ruim —, baseada em sintetizadores, teclados, computadores de oito <em>bits </em>e baterias eletrônicas. Não que não se possa fazer coisa boa daí, mas o fato é que, em 99% dos casos, não se fez. O álbum soa incrivelmente datado, com as tradicionais melodias simplórias e repetitivas da “querida” década perdida. Só não é pior porque é biologicamente impossível a alguém que tenha composto <em>Thick As A Brick</em> fazer 10 músicas completamente desprezíveis (a faixa-título e <em>Looking for Eden</em> oferecem alguma qualidade microscópica). Extraído do contexto, não chega a escandalizar. O drama é a constatação de que até mesmo Ian Anderson erra. E “Walk Into Light” é um erro monumental, tão sem graça quanto a capa. Mas para quem vê alguma graça na estética daquele período pode até ser que encontre algo positivo, nunca se sabe (cartas para a redação, no caso).</span></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cantofabule.wordpress.com/874/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cantofabule.wordpress.com/874/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cantofabule.wordpress.com/874/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cantofabule.wordpress.com/874/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cantofabule.wordpress.com/874/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cantofabule.wordpress.com/874/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cantofabule.wordpress.com/874/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cantofabule.wordpress.com/874/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cantofabule.wordpress.com/874/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cantofabule.wordpress.com/874/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cantofabule.wordpress.com/874/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cantofabule.wordpress.com/874/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cantofabule.wordpress.com/874/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cantofabule.wordpress.com/874/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantofabule.wordpress.com&amp;blog=5015093&amp;post=874&amp;subd=cantofabule&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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